Como está o comércio eletrônico na comunidade?
Com o preço da fabricação de um site de e-commerce descendo, hoje fica cada vez mais fácil ingressar nesse mercado.
“Hoje a gente encontra site até de 40 mil ienes”, diz Roberto Tongu, especialista do setor de Informática. Formado pela Universidade de São Paulo, ele está no Japão há 15 anos. Trabalhou a maior parte desse tempo na Motorola japonesa e agora presta serviço através de empresa própria. Internet é a especialidade dele.
“Meu ganha pão está fora da comunidade. Está com os japoneses. Foi assim que planejei desde o começo. Mas explicando de uma maneira mais fácil, o coração é brasileiro. Emocionalmente, eu gostaria de fazer alguma coisa pela comunidade. Foi aí que comecei a pensar. Como está a Internet na comunidade? Quantos sites relacionados aos brasileiros existem? Qual é o site, por exemplo, mais acessado pelos brasileiros no Japão? Um pergunta bastante básica, mas a resposta não existia”, comenta.
Foi através dessa curiosidade pessoal que Roberto Tongu produziu o Web-Town, uma homepage que classifica hoje cerca de 900 sites. Todos eles relacionados à comunidade. Ele diz que ainda tem mais de cem esperando pelo cadastro. “Como o preço de fabricação de um site de e-commerce descendo, está cada vez mais fácil ingressar nesse mercado. Outro fator é que todo mundo está percebendo que a tendência é você migrar para a Internet. Ao invés de você fazer uma loja real, você faz uma loja na Internet. Então, devido a esses dois fatores, o mercado tem crescido bastante”, analisa.
Mas por outro lado, o número de sites que morrem também é muito grande. Segundo Tongu, a estimativa é de que daqui a um ano, 20% dos sites cadastrados no Web-Town vão estar fechados. “Existem casos interessantes. Tem alguns que morrem antes da aprovação”, exemplifica.
E quais os problemas? Segundo Tongu, um deles é o tráfego, é fazer as pessoas visitarem seu site. O outro é transformar o tráfego em vendas. “Muita gente acha que o site vai estar trabalhando para ele enquanto ele não faz nada. Na verdade, é mais difícil do que ter uma loja real, porque loja real, se você tiver um ponto bom, quem passar na frente vê o estabelecimento, mesmo que você não faça propaganda. Isso não existe na web. Você tem que, necessariamente, fazer alguma coisa para atrair o pessoal”, explica.
Roberto Tongu aconselha os futuros comerciantes a alocar verba para puxar o acesso, construir conteúdo de maneira constante e colocar o nome do responsável, o endereço físico, a política de devolução e um número de telefone fixo. “Se o lojista quiser ganhar a confiança do consumidor, acho que ele tem que faer isso”, comenta.
(parte de artigo da revista Folha E, edição 49, Fev/2009, página 34; nas lojas da comunidade em 30/Jan/2009)
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