Abrindo Negócio no Japão: como Indivíduo ou Empresa?


Se você pretende abrir negócio próprio no Japão, existem 2 formas de entidade legais para tanto: como indivíduo ou corporação do tipo LLC (Godo Gaisha) ou KK (Kabushiki Gaisha, baseada em ações) ou outras.

Como indivíduo você opera o seu negócio como pessoa física; como corporação uma entidade legal registrada.

A principal vantagem de se incorporar é supostamente a responsabilidade limitada. A tabela abaixo descreve vantagens e desvantagens de maneira simples.

Vantagens e Desvantagens

  Individual Empresa (LLC, KK, etc.)
Vantagens
  • não há necessidade de registro o que torna fácil a abertura/fechamento da firma e de mudança de pessoal (isto é, não há custos decorrentes com registro como ocorre com empresas;
  • trabalho administrativo relativamente simples.
  • responsabilidade limitada;
  • dedução de imposto de renda de salário(*1);
  • melhor imagem pública;
  • melhores benefícios;
  • maior probabilidade de obter visto de trabalho (*2).
Desvantagens
  • responsabilidade ilimitada;
  • sem dedução de imposto da renda de salário (*1);
  • imagem pública pobre;
  • sem muito benefícios;
  • menor probabilidade de obter visto de trabalho (*2).
  • necessita de registro para abrir/fechar firma ou mudança de pessoal;
  • trabalho administrativo considerável.


(*1) Imposto sobre o rendimento de negócios

Em caso de corporações, a renda do dono da empresa é considerada como salário pago pela empresa. Como consequência, será passível de deduções de impostos aplicáveis a salários.

O rendimento da empresa individual não pode se beneficiar dessa dedução do imposto sobre o rendimento porque ele é pago diretamente a você como indivíduo.

Na realidade, a fim de minimizar o imposto de renda como empresa, você precisará calcular cuidadosamente seus rendimentos e lucros da empresa a fim de descobrir o ponto de equilíbrio.

(*2) Para ser patrocinador do visto de trabalho
Na minha experiência como advogado de imigração, em caso de você precisar obter visto de trabalho e/ou precisar de parceiros ou empregados estrangeiros que não você, a sua empresa, como patrocinador de visto de trabalho, pode ser capaz de convidar a si mesmo e/ou esses estrangeiros para o Japão mais facilmente do que simplesmente como uma empresa individual.

Por Michio Matsuzaki (tel 048-758-7572, Saitama-ken) do Matsuzaki General Counsel Office.
Este artigo serve apenas como referência e pode acontecer dele não estar atualizado.
Para mais detalhes, leia “ Termos de Uso“.
Publicado com autorização prévia do autor. Traduzido pela Web Town.
Direitos autorais sobre esta tradução em português pertencentes a
Web Town.
Artigo original: Sole-Proprietor or Incorporation? publicado em 6/Fev/2008.


120 comentários em “Abrindo Negócio no Japão: como Indivíduo ou Empresa?”

  1. wallace nagashima

    Boa noite. Obrigado por responder as inúmeras mensagens que recebe. Serei mais um.

    Trabalho em fábrica e paralelo a ela sou desenvolvedor de sistemas e aplicativos. Comercializo para lojas brasileiras estabelecidas aqui no Japão. Gostaria de abrir uma empresa para transmitir maior seriedade. Pretendo também vender meus serviços para pequenos estabelecimentos comerciais japoneses.

    Qual é sua sugestão? Acredito eu que como empresa individual seria o mais vantajoso, uma vez que o custo é bem menor e não tenho necessidade de status.

    Desde já agradeço o carinho e a atenção.

    Obrigado.

    Wallace Nagashima

    1. Você está na direção certa ao dizer que quer abrir firma. Mas a questão permanece: quem vai atender telefone de venda ou suporte durante horário comercial? Em que horário você faria visita para demonstrar o seu produto ao cliente? Nao é logico esperar que seja a noite. Provavelmente o melhor seria ter um sócio ou empregado que cuide desta parte.

      Atender japonês já é algo diferente. Requer que você tenha uma certa vivência no mundo empresarial japonês e que se adapte aos padrões deles, muito mais exigente que o brasileiro. Da mesma maneira o ideal seria você ter um parceiro japonês que lide com isto enquanto você faz a parte técnica.

      Note que muitos empresários da nossa comunidade tem dito há anos que “a solução é vender para o mercado japonês” mas a maioria não consegue. Esbarram nestas barreiras culturais.

  2. tenho visto de trabalho de 3 anos e estou renovando…
    vim para trabalhar e estudar. mas as empreiteiras tem umas regras loucas que me deixa preso as trocas de turnos e nas horas extras e consumia todo meu tempo e energia.
    Cansado ao extremo não estudei e não fazia um hobby.
    Enfim me deixou com a consiencia muito pesada porque não consegui fazer nada e o tempo e não aprendi falar fluente dentro da fabrica não comunicava em japonês eu pagava caro os serviços extras de tradutores da empreiteira porque eu não tinha energia para nada
    Eu não quero mais ficar nessa vida de apenas trabalhar e não viver.
    esse é o lado negro, mas eu gosto muito do lado bom e eu queria viver no JP.

    pensei em abrir uma empresa para ter mais qualidade de vida.

    quero abrir um negocio online no japão, tem muita burocracia?
    se eu evoluir bastante pretendo ter varios funcionarios.
    aqui existe algum orgão semelhante a sebrae?
    e que da incentivo de abrir uma empresa e dar dicas de tendencia de mercado para entrar no mercado com os pés no chão, depois q a empresa ja estiver aberta ja é outro estagio que depende apenas do meu proprio esforço.
    Mas as dicas iniciais poderia me ajudar muito.

    Parabens! Obrigado!

    1. Abrir empresa aqui é uma brisa se comparado com o Brasil. Se você comecar como pessoa física nem entrada de documentos você precisa fazer. Existe uma ou outra escola para quem quer abrir empresa mas nada como o Sebrae. Aconselho ir ao Shokokai (Camara do Comércio) para pedir informações a respeito.

      Os incentivos são geralmente por cidade e o que um oferece pode não haver em outra. Mas a maioria é dirigida para as grandes empresas (como isenção de imposto por determinado tempo, etc). O único corriqueiro que vejo é aluguel barato para que começa.

  3. Olá, tenho uma kanushikigaisha, tenho contador, mas ainda tenho dificuldade em saber sobre todos os encargos…
    As vezes compro produtos em meu nome, às vezes pela empresa, na hora de fazer o declaração preciso de dois documentos diferentes???
    Desde já agradeço pela atenção
    E Parabens pela página…

    1. Quando você fala em “declaração” acredito que você fala em declaração de renda. O correto é comprar em nome da firma. Mas se, por acaso ou vantagem, comprou em nome próprio, contatibilize como despesa da firma. Da mesma maneira, se houve renda no seu nome, contabilize como sendo da firma.

      Desta maneira, você só precisa apresentar a declaração da firma. Apresentar 2 declarações nunca é bom porque ou (a) dá idéia de que você esta tentando alguma trapaça ou (b) nao é muito articulada. O motivo pelo você montou uma K.K. é para separar a parte de negócio do pessoal.

  4. Abrir uma empreiteira com serviço em Kaigo

    Trazer pessoas de outro país, treinar elas e dar moradia, para isso como eu poderia dar o visto para essas pessoas? Quanto eu gastaria em média para abrir uma empreiteira desse tipo?
    Espero que possa tirar minhas dúvidas…

    1. Basicamente você teria que enviar a esta pessoa um carta convite em japonês para o futuro emprego. Este usaria este documento para dar entrada com o pedido de visto no consulado japonês.

      O que se gasta com abertura de firma está em torno de 100 mil yens. Falo da papelada, de gastos com despachantes e taxas.

  5. Olá, deixo os parabéns pelo site esclarecedor. Porém tenho uma dúvida: qual a minha situação, como descendente de japones (Sansei) eu posso facilmente arrumar um emprego em alguma empresa? E quanto ao salário e o custo de vida? Agradeço desde já.

    1. Não sei ate que ponto você está familiarizado com a situação do dekassegui, mas eles vão para trabalhar como mão de obra não especializada. Serviço em chão de fábrica. Como estes serviços via de regra não requerem experiência, é facil conseguir emprego. E, neste momento, primeiro semestre de 2017, o mercado está quente. Há mais vagas que candidatos.

      O salário, sendo honesto, não é grande coisa. Você só sobrevive se fizer horas extras. Portanto, se o seu negócio é trabalhar o suficiente para curtir a vida e viajar nos finais de semana, a coisa não é para você.

      A maioria vem para cá porque mesmo assim eles tem um padrão de vida melhor do que teriam se no Japão. É, em maior parte, originário das classes D e E. Classe média, tirando um ou outro caso, é exceção.

      Vir como turista e tentar arranjar emprego aqui é muito arriscado. Procure uma agência no Brasil especializada nisso. Na Google faça a busca por “emprego no Japão” e você verá várias empresas intermediando a vinda ao Japão. Desta maneira você garante sua colocação antes de sair do Brasil.

  6. Olá, boa noite!

    Parabéns pela página e pelas excelentes e esclarecedoras respostas. Eu e minha esposa já fomos ao Japão à passeio e decidimos ir morar em Tóquio, pois é um sonho antigo nosso. Estou planejando ir ainda este ano. Para isso, tenho algumas possibilidades. Estamos estudando japonês e já sabemos o básico do básico, mas em Tóquio nos matricularemos em uma escola pra melhorar e aperfeiçoar. Duas perguntas:

    1. Tenho um negócio on-line. Esse negócio sustenta eu e minha esposa perfeitamente e poderia custear nossa vida no Japão, bem como nossos estudos para o caso de irmos com visto de estudante. Não temos nenhuma empresa física. Como o governo japonês encara esse tipo de atividade? Eu terei que prestar contas ao Japão (imposto de renda, etc.), mesmo minha renda vindo exclusivamente do Brasil através da internet?

    2. Meu sensei é japonês e nos aconselhou a montar uma empresa em Tóquio, a fim de conseguir o visto de empreendedor. Eu e minha esposa realmente temos interesse em abrir um pequeno negócio por lá, talvez uma cafeteria ao estilo mineiro (somos de BH). Tóquio possui as melhores cafeterias que já conheci em minha vida, mas não tem nenhuma que se assemelha ao modo mineiro, com quitutes mineiros, então acredito que seria um diferencial levar a cultura mineira aos japoneses. Fomos à Jetro, em SP, tirar algumas dúvidas sobre isso, mas a menina que nos atendeu não soube explicar muito bem o que fazer, só nos disse que os impostos pra isso são muitíssimo caros. Li no topo da matéria que existem dois tipos de empresa, e isso eu compreendi bem. Minha dúvida é com relação à parte burocrática, impostos, vistos, etc. No caso de uma pequena cafeteria, quantos e quais são os tipos de impostos que pagarei pra abrir a empresa? Eu comprovando renda, consigo aprovação do governo para investir em um empreendimento desses no Japão?

    Se não for um bicho de sete cabeças, vamos tentar o visto de empreendedor e montar um café em Tóquio. Mas ninguém até hoje me explicou direito como devo prosseguir, quais são os impostos; e caso eu veja que os obstáculos são grandes demais, iremos inicialmente como estudantes mesmo.

    Desculpe-me pelo incomodo e muito obrigado pela disponibilidade!

    Abraços.

    1. Se vocês viessem como estudantes não poderiam trabalhar a princípio; teriam que provar de onde viria o sustento de vocês enquanto estudantes. Esta é uma restrição do visto de estudante.

      Caso tenham um visto que permita trabalhar, todo ano teriam que prestar contas ao Imposto de Renda. O que determina isto é o local que moram (Japão) e não o local onde faturam (Brasil).

      O Japão permitiria dar um visto para uma empresa individual como no seu caso? Não. Concedem visto para quem monta empresas mas, note bem, a empresa tem que empregar gente. Caso contrário não há interesse em permitir a entrada. Empresas online, a menos que de grande porte, não costumam empregar muita gente. Enfim, o país quer capitalistas.
      Veja http://www.web-town.org/artigos/o-que-um-brasileiro-precisa-p-abrir-firma-no-japao-1521.html

      Quanto aos impostos há basicamente 3: o imposto de renda (em torno de 40% s/ o lucro), um imposto fixo (lucrando ou não há de se pagar) de 70 mil yens e o imposto de consumo (8% s/ o valor da mercadoria). Este último é cobrado do cliente quando da compra; você estará repassando aos cofres públicos o que acumulou durante o ano. Todos eles são pagos uma vez ao ano. Além disto há salário, encargos sociais c/ funcionários e despesas do negócio.

      Ao meu veu o problema não é saber numeros. É um jogo mental. Será que eu como brasileiro vou conseguir superar as barreiras que a cultura brasileira me impõe? Há muitos lojistas brasileiros vendendo p/ a comunidade aqui e nenhum deles consegue vender p/ o público japonês que, além de maior em volume, tem maior poder de compra. É esta barreira agindo. Aqueles que estudaram em escola japonesa, por exemplo, não tem este problema. E, não confunda, não é problema de língua. É cultural. Você por exemplo, pagaria por uniforme de funcionários como é de praxe aqui? Pagaria por seguro da loja para caso de incêndio? Pagaria pela condução do funcionário entre a residência e seu estabelecimento? Brasileiros tem problema em aceitar isso porque, além de não existirem no Brasil, incidem em custo maior.

      Se me permite uma opinião pessoal, seu plano me parece muito arriscado. Se possível viria como estudante e passaria algum tempo estudando a situação in loco; acho muito arriscado definir seus planos enquanto no Brasil.

      O Japão é um mercado dificil de entender para gringos. Um caso para ser estudado é o Café do Centro de São Paulo. Abriu a primeiro café em 2008. Estive na inauguração. No discurso de abertura disseram que o plano era abrir uma franquia de 100 cafés em 4 anos. Não teve mais do que 15 no auge. Hoje, 10 anos depois, resta só uma e a franquia fechou. Tem um cardápio que faz concessões ao paladar japonês. http://www.web-town.org/detalhes/cafe-do-centro-marunouchi-566.html.

      De modo nenhum foi incompetência. Até mesmo multis fracassaram e fecharam portas aqui: Ebay, Carrefour, Mary Kay.

      Por que Tokyo? Além do custo alto é muito mais competitivo que qualquer outra cidade. Eu iria para uma cidade média como, por exemplo, capital de província. Ao contrário do Brasil onde só se vive decentemente só em meia dúzia de cidades, se vive bem em qualquer cidade média no Japão.

      Aqui vai um caso de um brasileiro casado com japonesa que montaram um café na terra dela: http://www.diniz.co.jp/.
      Alem do café, tem também um shop online. Está aberto há pelo menos 4 anos.

    1. Se uma KK recém aberta precisa de empréstimos é porque ela tem problemas e, portanto, não vamos emprestar – é isso que os bancos pensam. Para se abrir uma empresa é preciso de capital. Até alguns anos atras era necessário ter capital comprovado de 10 milhões de yens para uma KK. A restrição hoje não mais existe permitindo a abertura de firma mesmo sem ter capital. Que o capital tenha se delapidado ao longo do tempo é compreensivel. Mas se uma recém aberta precisa de empréstimos é porque ela abriu sem capital suficiente. O que indica que não foi bem planejada. Certo ou errado, é assim que os bancos vem a coisa.

      Emprestimo bancário é dificil de se obter. A empresa deve estar no mercado há anos e ela tem que ter lucro nos últimos anos. O que pode ser paradoxal porque a empresa pode estar precisando de dinheiro justamente porque tem prejuízo. Mas banco não empresta dinheiro para cobrir caixa porque isto não gera dinheiro e, portanto, a probabilidade da empresa pagar o empréstimo é pequena.

      Ela empresta para aquelas que tem planos de expansão (de produtos, de vendas, area de atuação). E, mais importante, o banco tem que acreditar que este plano vá trazer lucro o suficiente para a empresa pagar a dívida.

      O que os japoneses costumam fazer é capitalizar vendendo ações do capital da empresa entre amigos e conhecidos. Por exemplo: 1 ação = 50 mil yens. Se alguém entrar com 500 mil yens ele terá direito a 10 ações. Mas isto antes de abrir a firma. Pode ser feito depois de abrir mas você estará pagando um extra para despachantes alterarem o capital da empresa.

      Mas, outra vez, você precisar convencê-los de que eles farão um bom negócio investindo em sua firma. O pessoal investe se achar que a empresa terá lucro e, portanto, gerar dividendos. Além da valorição da ações caso um dia queira vendê-las.

  7. Olá boa noite, gostei muito do artigo já deu para dar uma esclarecida.
    Porém no meu caso será que somente como autônomo posso exercer minha profissão. Eu tinha uma loja de assistência técnica de informática e celulares no brasil, será que no ramo de informática e celulares somente assistência poderia fazer o cadastro como autônomo e trabalhar em casa?
    Gostaria de me formalizar antes de começar a trabalhar para fazer as divulgações e obter um publico maior.

    Desde já agradeço a atenção e sua dedicação para responder as perguntas de todos. Muito obrigado

    1. Se o seu público alvo for o brasileiro não há problemas. Autônomos não requerem cadastro. O que existe é o formulário azul (“ao iro shinkokusho”) que, se entregue, vai lhe trazer alguns benefícios na hora de pagar o imposto de renda anual. Mas não é obrigatório. A maioria do pessoal no seu ramo aqui no Japao é autônomo. Você pode sair trabalhando sem entrar como papelada nenhuma. A diferença é o imposto anual. Terá que ter comprovantes de renda e despesa como uma empresa.

      Se você pretende atuar junto ao público japonês o jogo é completamente diferente. Como autônomo você poderá atender individuais mas dificilmente empresas. É porque uma empresa dá mais a impressão de confiança do que um autônomo.

      O endereço nao importa. É perfeitamente possível abrir uma empresa onde o endereço dela é a sua casa. É o que muitos fazem.

    1. Primeiro, você deve ter um visto que te permita trabalhar. A grossso modo, se não for de turista ou estudante não haverá problema. Abrir negócio é muito menos burocrático e mais rápido que no Brasil. Se for abrir como pessoa física, não é preciso sequer dar entrada com papelada; você pode entrar sem ter que avisar autoridade nenhuma.

      Mas se você entrar com o formulário azul (“Ao iro shinkoku”) isto trará alguns benefícios na hora de pagar imposto. Para tanto você precisa entrar com o formulário ANTES de começar os negócios; depois da abertura não adianta. A entrega é opcional.

      Se o volume do negócio for grande aconselho abrir pessoa jurídica. Embora possível abrir por conta, aconselho pagar um contador para tanto dado a burocracia envolvida. Mesmo os japoneses preferem. A sociedade japonesa como um todo vê uma firma com existência jurídica como muito mais confiável do aquela como pessoa física. Pessoa jurídica indica que o negócio é sério enquanto que a física dá a impressao de paraquedista e amador. Difícil discordar mas a maioria dos brasileiro aqui tem problemas em entender isso.

      Um exemplo são as companhias de cartão de crédito – elas não aceitam pessoas físicas. Ou empréstimos bancários: o que uma pessoa jurídica pode conseguir é muito maior.

      Pessoa física ou jurídica, dependendo da atividade você precisa de alguma licença dependento do ramo em que atuar. Sei, por exemplo, que a venda de bebida alcoólica necessita de uma.

    1. Não é preciso abrir firma nem ter licença.

      Mas aconselho abrir firma quando o negócio crescer. Ter firma te da credibilidade no mundo de negocios japonês.

        1. Não sei te dizer. Em seu lugar iria até um escritório de contabilidade. Diga que voce pretende abrir um negócio e gostaria de saber como funciona a importação. Se eles não souberem, pergunte onde onde você pode obter informações a respeito.

          É importante deixar eles perceberem que você pode se tornar um cliente em potencial. É tendo isto em vista que eles vão te responder. A maioria como praxe dá uma consultoria gratuita de 30 a 60 minutos com esse intuito.

          Se você dizer que, por exemplo, não pretende contratar contador eles simplemente dirão que não sabem e o papo se encerra aí.

  8. Boa tarde, parabens pelo site e pela paciência em responder todas as perguntas.
    Gostaria de mais informações, se possível um contato por telefone, para saber mais a respeito de abrir uma empreiteira….
    Li a pergunta do rapaz, mas na resposta não tive muito esclarecimento…
    Tem um telefone aqui no site, de Saitama, poderia estar ligando nele para conversarmos?
    Obrigado

    1. Telefone particular está fora de cogitação. Coloque as suas perguntas aqui nos comentários. Assim todos podem usufruir das informações. Numa ligacao telefônica só você se beneficia.

    1. Você precisaria de licença com certeza. Já viu estas peruas estacionadas na rua que vendem bentô no horário do almoço? O motivo pelo qual elas não estão lá antes ou depois é porque são ilegais.

      Não sei te dar maiores detalhes. O melhor seria ir até a um escritório de contabilidade para perguntar. Ou a câmara do comércio de sua cidade.

  9. olá.
    Gostaria de saber quais são os procedimentos para alguém que vai abrir uma loja no Japão e importar uma marca do exterior (EUA). Sabe me dizer quais são os impostos que o Japão cobra quando importamos mercadorias? Quais os procedimentos para abrir uma loja física? É necessário contratar um contador?
    Em relação a vestuários, é necessário adicionar etiquetas em japonês? Desde já agradeço.

    1. Fica difícil responder sem saber se você pretende abrir uma loja pequena ou grande. Mas vamos lá.

      Você pode atuar como pessoa física ou jurídica. Aconselho comecar como física (pela pouco burocracia) e mudar para jurídica quando crescer.

      Quanto à importação, o lojista pequeno da comunidade (99%) importa como “para uso próprio” quando na verdade é para revenda. Se passar pela alfândega, o imposto é zero; caso seja pego, tera que pagar multas. Não faço idéia do valor.

      Para importar propriamente (legalmente e/ou em volume) você teria que contactar algum despachante aduaneiro. Aconselho pedir ao contador para apresentar um.

      Contador é como advogado. Nada impede de você fazer a sua própria defesa sem advogado. Mas ninguém faz isso porque há muita coisa que o leigo não sabe. O mesmo acontece com contador. Se pretende começar pequeno, contrate-o para abrir a conta. Depois disso peça para ele te fazer a declaração anual de renda.

      Tire proveito de que todo contador dá meia ou uma hora de aconselhamento para clientes em potencial. Ele faz isto sabendo que isto serve de propaganda para ele. Aproveite a ocasião para fazer perguntas.

      Na área de vestuário não há licenças específicas. Em caso de, por exemplo, vender bebida alcoólicas se necessita de uma.

      As etiquetas podem estar na linguagem que você quiser. As lojas brasileiras, por exemplo, não tem etiqueta em japonês. Mas note que nenhum japonês vai comprar se a etiqueta (e outro tipo de comunicação) não estiver em japonês. É como esperar que o brasileiro entre numa loja halal e compre produtos escritos só em árabe.

    1. Como religião é um tipo específico de pessoa jurídica chamada de Shukyo Hojin.
      O processo de cadastro é basicamente o mesmo seguido por pessoas jurídicas comuns.
      Aconselho contratar um contador para tanto.

  10. Ola e muito obrigado pela oportunidade de esclarecimento de duvidas quanto a abertura de firmas aqui no Japao!
    Gostaria de saber se,mesmo sem nenhum curso ou certificado especifico,poderia revender suplementos alimentares aqui no Japao como proteínas,aminoácidos etc.Pensei e fazer registro de kojin jigyou para tal,mas antes gostaria de saber ser posso revender algo do género.

  11. Muito bom o artigo, obrigada.
    Tenho uma dúvida pretendo montar uma loja virtual, mas com pagamento via takiyubin, como é feito esse procedimento?
    Desde já agradeço, obrigada.

    1. Acredito que você esteja falando do daibiki, o pagamento no ato de entrega da mercadoria. São estes os passos:
      a) primeiro monte o site;
      b) contate a empresa de takkyubin dizendo que quer fazer contrato
      não é preciso ser empresa mas eles vão querer saber qual o ramo.
      Sendo o seu é vendas pela Internet, eles vão querer saber do URL do site.
      Dai porque você ter o site feito primeiramente.
      c) os pagamentos são realizados mensalmente.

      Recomendamos a Yamato que é a que se mostra mais amigável a estrangeiros e tem o melhor servico indiscutivelmente.

  12. Muito bom o artigo, parabéns e obrigada.
    Gostaria de saber se com o visto de um ano eu posso ser sócia de um comércio?
    E se terei dificuldades para a renovação com o negócio tecem aberto?

    1. Isto depende do tipo de visto e não do tempo que você tem de visto.

      O visto comum do dekassegui é suficiente e 99% dos lojistas da comunidade estão nesta categoria. Vistos de turista e estudantes não.

      Note que ter uma empresa não influencia na hora de renovar o visto. Você pode ter gasto toda a sua poupança no negócio e isto não será argumento o suficiente para renovarem o seu visto caso haja razão por parte da Imigração.

      Isto para evitar de que gente inescrupulosa monte negócios como maneira de permanecer no Japão.

  13. Parabéns pelo site.
    Eu tenho uma pergunta também, estou no prosesso de abrir uma mídia no Japão, fazer vídeos do Japão(turismo e acontecimentos) para estrangeiros no Japão e no entrangeiro, e vai ter pessoal para filmaçao e pra entrevistas, e vou ganhar dinheiro pela publicidade.
    eu já foi na oficina de registro mais o japonês que taba ala não saiba o que tipo de empresa é, ou eu não expliquei bem pra ele.
    Vc pode me ajudar com isso? E a onde eu tenho que ir?

    1. Isto não é um aspecto que precise ser levado muito a sério. Se não houver um que encaixe perfeitamente na sua atividade, escolha uma “coerente” com ela. Por exemplo: “criação artística”, “atividade comercial”. Acredito que eles tenham uma lista das atividades. Ao folhear acredito que haverá uma meia dúzia que podem ser usados.

  14. Olá, parabéns pelo post, acho que vc poderá me ajudar e gostaria de ter um contato direto c vc por email se possível. Eu e minha mulher, que é Sansei, pretendemos ir para o japão em 2 anos. Mas não queremos ir pra trabalhar em fábrica, temos uma empresa dentro de uma jogo online mundial chamado Second Life, que nos dará sustento 3x maior que um trabalhador homem em fábrica lá. Por isso n queremos ir para sugar dinheiro, mas sim para viver lá, pelo tempo que pudermos, curtir o país mesmo, mas trablahar com o que fazemos, como é online, qualuqer parte do mundo podemos fazer isso. Mas queremos fazer tudo certinho, pagar impostos, aposentadoria, tudo certinho, isso é possível, e como seria possível, seria como trabalhar autonomo, e abrir uma empresa pessoal, pois é online? quais os passos e se é possível por favor, desculpe o tanto de coisa que perguntei, é que não achei nada sobre isso na net. abraçosss

    1. O problema do seu caso é que a sua empresa é online. O Japão (como EUA e outros países) querem gente capaz de transferir riqueza para o país para gerar riqueza e empregos. Empresas online notadamente empregam pouca gente. Veja maiores detalhes neste artigo.

  15. Olá. Parabens pela matéria, e pela atenção em responder a todos.
    Atualmente já vendo produtos de beleza via on-line do Japão para o Brasil, porem gostaria de abrir uma empresa para que eu tenha melhor competitividade, para conseguir melhores preços atraves de distribuidores. Qual a melhor opção pra mim? LLC ou kojin? É vantajoso em todos os sentidos ter uma empresa nestas condições?
    Se possivel poderia deixar um contato para outras informações?

    Grata!

    1. O mais sensato seria primeiro perguntar que tipo de firma eles aceitam para depois procurar aquela que sai mais barato para criar e manter.
      O japonês médio prefere a mais cara, kabushiki kaisha, porque é a que dá mais status. Sim, cada tipo de firma tem um status diferente.

      Quanto a kojin, só por essa palavra não dá pra saber o que você quer dizer. “Kojin” é individual, pessoa fisica, que é aquela pessoa que não criou firma. Não é, portanto, firma. Já “kojin kigyo” indica uma firma formada de um funcionario só – você, o que é perfeitamente aceitável no seu caso.

      Criar firma traz custos porque você (a) teria que pagar para abrir a firma, (b) teria que pagar impostos anualmente mesmo que não tenha lucro. Mas aos olhos da sociedade japonesa você teria muito mais prestígio e seria vista com mais seriedade do que como pessoa física. É por isso que o desconto é maior para firmas, como você diz. E se um dia a sua firma ficar grande e você precisar financiamento para expandir, o banco te dará um tratamento bem melhor para financiar seus negócios.

  16. Leandro de Melo hayasida

    Olá estou querendo trazer um produto para o japão e revender ele com publico alvo lojas automotivas, como autobacs, yellow hat, e lojas de revendas de carros tambem e o cliente final tambem, minha duvida é quais procedimentos eu devo tomar para estar registrado com esse produto no japão e poder revender livremente esse produto pra esse publico alvo?

    1. Você teria que montar uma firma. Firma japonesa grande nenhuma vai comprar de pessoa física. Pra eles (e acho que estão corretos nisso), alguém que nunca pensou em montar firma não é sério a respeito do negócio.

      E, sendo um país menos burocrático que o Brasil, você não teria que registrar produto. Não, pelo que eu saiba, na area automobilística.

      Mas o procedimento de importação tem que ser legal, nada de importação pessoal, usado por boa parte da comércio da nossa comunidade. No momento que um comprador perceber isto, ele descartará um possível negócio.

      Aconselharia a contratar um contador para abrir a firma para você.

      Mas esta parte é o de menos. O que você precisaria é contratar algum japonês com experiência na área para lidar com firmas japonesas e dar certa liberdade a ele.

      Esta é a parte mais difícil porque os valores são diferentes e a maioria dos brasileiros não consegue aceitar. Isto é um dos motivos pelo qual nenhum empresário da comunidade consegue penetrar no mercado japonês.

    1. Você teria muito menos burocracia do que no Brasil. A primeira coisa é decidir se vai abrir firma ou fazer pessoalmente. 90% do comerciantes da nossa comunidade sao lojistas individuais. Eles mostram a loja deles como empresa quando em fato sao pessoas físicas. Se a sua loja for para brasileiros, este é o caminho recomendado no começo.

      Se for para japoneses a estória é outra. Uma empresa pessoal não dá confianca nem credibilidade para os japoneses. Mas neste caso voce~ teria uma burocracia toda a cumprir para abrir a firma. Se for como pessoa física, você pode comecar até mesmo sem dar procedimento nenhum, embora seja aconselhado a preencher o formula&rio azul de abertura, que lhe dará certas vantagens sobre o imposto de renda anual.

      Outra coisa que você teria que verificar é se o seu ramo, aromaterapia, requer algum tipo de licença da prefeitura. Meu palpite é de que não.

      A melhor coisa a fazer é consultar um contador japonês. A primeira consulta ou visita é gratuita, já que o contador terá a oportunidade de se expor a um cliente em potencial, você. Ou consulte a Camara do Comércio de sua cidade. Um dos objetivos dela é prestar assistência gratuita a gente que pretende montar firma. Em ambos os casos, leve alguém que saiba japonês.

  17. Boa noite!
    Parabéns pelo artigo, é realmente muito bom!
    Uma pergunta meu amigo, moro no Brasil e gostaria de abrir uma academia de Artes Marciais no Japão, tenho um capital de 200 mil reais e gostaria se com isso eu ja garantiria alguma facilidade com o visto para residir no Japão.
    Grato pela atenção.

  18. Diante de tantas duvidas ai vai uma, na qual espero que possa me ajudar. Gostaria de começar atuar no ramo TI e vendas através da internet e para tal acredito que necessite dar início como empresa legalizada para obter meios de recebimento via internet (PayPal, etc), para empresas de TI muitos como LLC, mas para a maioria dos contadores japonêses seria como KK. Mas na verdade o que me realmente me interessa é ter meios de conseguir uma maneira para o recebimento de minhas vendas via internet.
    Espero que possa me dar uma luz.

    1. As empresas intermediárias de pagamento pela Internet (Paypal e similares) não requerem que você tenha firma.
      Qualquer individuo pode abrir conta e operar normalmente.

      Já as similares japonesas são diferentes. Pessoas físicas podem abrir mas tem mais restrições que as jurídicas. Em ambos os casos a sua ficha será analizada em empresas do tipo SERASA/SPC, o que não ocorre com a Paypal e similares.

      A recomendação é, portanto, pelas do exterior. A transferência de dinheiro para sua conta no Japão não costuma ser problema. Costumam cobrar uma taxa (500 yens no caso da Paypal, se a memória não me trai) mas sem impostos ou vigilância do lado japonês.

  19. Ola amigo, seu site é muito bom,parabéns..vamos ver se voce pode me ajudar….no Brasil ja possuo uma empresa de impressos rapidas (GRAFICA EXPRESS) aqui no japao seria muito dificil abrir uma empresa assim?? quero oferecr serviços de impressão pra empresas japonesas e japoneses em geral e brasileiros é claro,,,é um ramo industrial que até emprega muita mão de obra ,,,voce tem alguem que possa me ajudar de que forma proceder?? desde ja agradeço sua atençao e um abraço…OBS ja estou morando aqui no japao

    1. O tipo de gente a ser recomendado depende do tipo de ajuda que você quer. Para abrir a firma e receber dicas comuns a qualquer tipo de firma, seria o contador.

      Mas ele não será o suficiente porque ele não entende o seu ramo; se tiver sorte talvez o contador possa te indicar alguém.

      Note que para lidar com japoneses você tera que comportar e pensar como japonês. Isto é mais fácil dizer do que fazer. Em termos práticos você teria que contratar um gerente japonês que lhe diria como tratar os cliente, conduzir a firma. Significa também que a margem de lucro seria menor do que você teria no Brasil, já que se gasta mais em coisas que não se gasta no Brasil (como melhor qualidade de suporte e atendimento).

      A maioria dos brasileiros não consegue romper esta barreira. Há alguns anos os lojistas da comunidade falam em “vender para japonês” mas quantos deles conseguiram? No final das contas, vendem só pra brasileiros mesmo vendo o mercado encolhe.

  20. Ola…trago produtos de beleza e higiene pessoal do brasil, atraves do correio…aqui não pago nenhum imposto, os produtos que trago são tanto para uso pessoal como também para revenda…no caso do que revendo preciso de algum tipo de autorização?ou me registrar como autonomo?a revenda é em pouca quantidade, mas me preocupa caso haja implicações legais
    também revendo produtos de uma importadora legalizada aqui no japão, no caso, eles ja pagam os impostos…e revendo atraves de catalogos e preços tabelados…nesse caso eu preciso render contas dessas atividades?

    1. No caso de importação, ao invés de autorização, você precisaria pagar os impostos sobre a mercadoria. Se bem que a vasta maioria dos lojistas brasileiros aqui no Japão fazem importação como se fosse para consumo pessoal, sem pagamento de imposto. É um risco que você corre. Se pego, você pagará multas.

      Quanto a revenda de um importador que pagou os impostos, você está limpo, já que a mercadoria está limpa.

      Em ambos os casos você precisar prestar contas ao Imposto de Renda ao final de ano sobre lucros obtidos. Acho improvável que voc^e seja pego por não pagar imposto de importação a menos que você seja escolhido pelo fisco para ser ter sua declaração minuciosamente averiguada. A probabilidade é pequena mas existe.

  21. Bom dia,
    Por favor, estou pensando em montar uma empreiteira de Haken e gostaria de saber para abrir uma firma seria de pessoa física ou jurídica e o que precisaria para montar e quais os procedimentos necessários…
    Muito obrigado!!!

    1. Seria empresa jurídica. Não que seja necessário por lei. Mas os seus clientes são japoneses e eles vem empresa jurídica como mais responsável e séria. Quanto a papelada, recomendo altamente você recorrer aos serviços de um contador porque há pequenos detalhes que serão importantes perantes aos seus clientes.

      A coisa seria diferente se seus clientes fossem brasileiros. A propósito, há muita gente anunciando nos free papers da comunidade como empresa jurídica quando na verdade são pessoas físicas. Nenhum problema com isso porque o brasileiro não costuma encrecar com este tipo de coisa.

  22. Olá,
    Sinto fugir um pouco do assunto, mas gostaria de saber qual é o “nome” do número de registro da empresa no japão.
    Estou montando um site e gostaria de separar a pessoa física da pessoa júridica… Creio que informando tal numero, seja o suficiente.

    grato.

    *Se possível em kanji.

    1. Não se te responder porque nunca me preocupei com ele exceto na declaração anual de imposto de renda. Ao contrário do Brasil, aqui não é necessário mostrar o equivalente ao CNPJ no site.

      E aqui é possivel mostrar uma pessoa física como jurídica através do nome de fantasia, chamado aqui de “yagô”. Mas não adicione “kabushiki kaisha” (o equivalente a sociedade anônima ou limitada) no final porque aí você incorre em inverdade, o que é punível por lei.

      1. na verdade, eu só quero evitar que pessoa fisica se cadastre no site. Ou seja, eu , o meu vizinho, meu cunhado etc… e vc (suponho) que é empresário, sua empresa está no ramo que me interessa e se for do seu interesse cadastrar-se no meu site, aí sim… E para isso gostaria que me informasse o “CNPJ japones” ou algum outro numero que comprove ser pessoa juridica.

        grato

        1. O site que você tem em mente é para brasileiros ou japoneses? Se é para japoneses teria problemas. O Japão não é o estado policial que o Brasil é. Não é um país onde todo mundo é fichado na polícia (via carteira de identidade) sem nunca ter praticado um crime. Tampouco se pede RG para entrar, por exemplo, em prédios como ocorre no Brasil.

          Esta mentalidade se aplica a firmas. Nunca vi um site no Japão perguntar isto. Tampouco eu (ou qualquer japonês) me cadastraria se isso for perguntado. É perguntar muito.

          O que se poder fazer é perguntar, por exemplo, qual a indústria em que a firma atua. Dentre as alternativas, coloque “sou pessoa física”. Deixe cadastrado mas simplesmente ignore aquelas que escolheram esta opção.

          Note que assumir que fulano é mal intencionado até prova em contrário, como no Brasil, pegaria muito mal aqui. Até prova em contrário, todo mundo fala a verdade – é o que é praticado aqui. E é o que eles esperam dos demais.

          De mais, não há um meio efetivo de barrar, mesmo no Brasil. Um concorrente seu poderia se cadastrar sem você saber, por exemplo. É o preço que se paga por viver numa sociedade livre.

  23. Ola tudo bem?
    Voce saberia me informar, se eu poderia trabalhar com drop shiping no japao? Eh legalizado? Preciso abrir firma para revender esses produtos? Teria uma cotacao minima de gastos por mes? Futuramente penso em abrir uma loja virtual com vendas brasil e jp Tenho de declarar algo?me desculpe por tantas perguntas. Desde ja muiro obrigado.

    1. Não há problema nenhum em trabalhar com drop shipping e não há nada ilegal. Na verdade, há muito japonês fazendo isso. Não é preciso abrir firma nem declarar algo para as autoridades financeiras. A única obrigação que é pagar o imposto sobre a renda obtida com ele no imposto de renda anual.

  24. trabalho em um kaisha e estou comecando a importar produtos da china. Poderia eu comecar com pequenas vendas sem registro de automono, ate uns 200 mil yenes e depois abrir uma firma, no caso de vendas online?

    1. Sem problema nenhum. Você pode ganhar mais que seu salário que nao há problemas. A verdade é que, com o arrocho salarial ocorrendo (falo de japoneses) há muita gente fazendo isso.

      Mas é bom checar com a firma a respeito. Algumas não permitem este tipo de atividade porque, acham eles, isso pode interferir na capacidade do empregado.

  25. Sou leiga no assunto sobre comprar para revender, importando do brasil, alias minha dúvida são muitas, Eu gostaria de inicia importando do brasil confecções femenina como roupas ,acessórios, para vender aqui no japão , mais a frente montar uma loja, minha preocupação é será que os produtos pode ser barrado? Como devo proceder, ? o que é necessario pra montar uma loja, como faço para importar a quantia para loja, ou tenho que contrar uma importadora aqui no japão que faça isso, me desculpe se não estou sendo objetiva….pra simplificar quero importar pra vender como autonomo …e ver como os produtos estão saindo e mais pra frente abrir uma loja ! desde já obrigada !

    1. Há 2 maneiras de importação: a pessoal e a comercial.

      A pessoal é a importação para consumo próprio e não para revenda. Vantagens: não é cobrado imposto, as restrições são mínimas e não há burocracia.

      Já a comercial é para revenda ou para negócios. Há um procedimento burocrático a ser seguido.

      Conheço muita gente que tem loja na comunidade com produtos do Brasil usando importações “pessoais”. É algo que não aconselho. Qual o critério? Se você importa 10 bulas de remédio isso pode ser aceito como pessoal (pressupondo que você tenha comprado para 10 meses). Mas e se você comprar 1000 bulas? Claramente a intenção é comercial porque ninguém em sã consciência compra remédio para 1000 (83 anos) ou mesmo 100 meses. Aí os produtos serão retidos até você consertar a sua situação (o que envolve mas não é restrito a multas).

      O mais aconselhado é consultar um escritório de contabilidade. Todo contador dá pelo menos 30 ou 60 minutos de aconselhamento gratuito. Eles fazem isso porque sabem que a probabilidade de você se tornar cliente é grande.

      O que posso te adiantar é que você não precisaria usar importadora. Você poderia comprar diretamente do Brasil. Talvez precise contratar algum despachante aduaneiro para lidar com a burocracia no Japão.

  26. Obrigado por esclarecer tantas duvidas.

    Não tenho todo o capital para começar meu negocio. Estive pesquisando a respeito de financiamento, e não encontrei nada a respeito sobre financiamento para novos empreendedores. Você conhece algum órgão ou entidade que possa fazer um financiamento pré-empresa?
    Ou seja, eu consigo financiamento pessoal ou empresarial, porém não encontrei um órgão que forneça um financiamento para iniciar uma empresa a partir desse capital.

    1. Não se é isso que você pergunta, mas nenhum banco ou orgão governamental faz empréstimo para formação de capital, porque capital pressupoe dinheiro próprio.

      Mas isso em si nao é restrição, já que hoje pode ser formar uma empresa com 1 iene de capital.

      O que existe é financiamento de projetos (e não de capital) para empresas novas, mas ele é sujeito a aprovação: o tipo de projeto, o capital da sua empresa (neste caso capital baixo pode ser problema), a idoneidade do dono da empresa, etc.

  27. Não tenho nem descendencia posso abrir uma empresa mesmo assim ? e caso eu quizesse abrir um restaurante eu prescisaria morar la como ficaria ? Desde ja obrigado

    1. O Japão é um pais democrático e não há restrições para abrir firma. Independe de nacionalicade, background familiar, sexo ou credo religioso.

      Não há problema em morar no mesmo local do restaurante. Mas todo restaurante precisa de uma alvará onde irão inspecionar as instalações. Aí pode have restrições por parte deles, dependendo de como a parte moradia esta dividida da do restaurante.

      Não sou especialista no assunto. Aconselho a procurar um contador. Geralmente o contato inicial é gratuito já que isso funciona como publicidade para eles.

  28. Não tenho muitas informações a respeito. Se estivesse em ser lugar, iria falar com algum escritório de contabilidade.

    Todos eles te passarão estas informações de bom grado, já que isso pode resultar em um cliente novo para eles (você).

  29. Boa Tarde,

    Já morei muito anos no Japao, em julho próximo, farei uma vista técnica para o evento “bank week”que ocorrerá em outubro de 2012 em Tokyo.
    Estou fazendo uma pré-planilha e necessito de fornecedores en Tokyo, tem como você me auxiliar???
    Fornecedores desde flores até motoristas para o banco participante brasileiro, também irie necessitar de uma pessoa para free lancer na pré-produçao e dias do evento, por favor, responda no meu email.
    Abraços!

  30. Rogério,

    99% dos brasileiros que desenvolvem sites no Japão são indivíduos sem presença jurídica. Portanto, atuar sem abrir uma não terá conotações negativas quando você for comparado com a concorrência.

    Acho melhor começar assim e esperar um ano. Lá, se você sentir firmeza, abra uma firma.

    Uma firma te dará status tanto junto aos clientes como junto ao fisco, bancos, etc.

    Como exemplo, conheço lojista que quis instalar cartão de crédito como forma de pagamento mas foi recusado por não ser firma.

  31. Erika,

    Aí não tem jeito; você teria que abrir uma firma mesmo.

    As importações podem ser feitas a 2 níveis:
    a) pessoal, onde o consumidor compra do exterior para consumo próprio sem direito a revenda.
    b) comercial, onde a importação é feita com intenção de revenda por lucro

    No primeiro caso não há imposto mas o fato de ser para consumo próprio significa que a quantidade vai ser limitada. Alguém que compre 2 kilos de aspirina certamente não estará comprando para consumo próprio.

    No segundo caso há o pagamento de impostos além de se requerido certas licensas, dependendo do setor em que você atua.

    Mas não sou especialista no assunto; o melhor é consultar um contador da sua cidade que se encarregue de abrir firmas (a maioria faz isso). Pergunte a ele qual a maneira mais barata ou menos onerosa para se abrir uma.

    Geralmente a primeira consulta (de 30 a 60 min) é gratuita e sem compromissos.

  32. Gostaria de abrir um sex shop virtual como e revender produtos dos EUA e outros paises como eu faço já que minhas encomendas estão presas na alfandega e eles me deram o prazo de um mes pra legalizar a firma.

  33. 1) Escolher da companhia apropriada – qual delas lhe satisfaz tanto do ponto tecnico (interface com o seu sistema) e como do ponto financeiro (qual a taxa que eles irao te cobrar, etc).

    Note que o contrato nao e’ feito com a empresa de cartao de credito mas com uma intermediaria.

    2) Uma vez escolhida, voce faz o contrato com a firma

    3) Eles estao te passarao a especificacao de interface do sistema. De posse disso, voce contrata um programador para fazer a interface.

  34. O ideal seria que você procurasse um contador japonês na sua cidade para ajudá-lo. Sim, você certamente vai achar um. Contador é o que não falta neste país. Se você não fala a língua, peça a algum amigo (brasileiro ou japonês) que entenda para ajudá-lo.

    Caso não, veja a lista em http://www.web-town.org/assistencia/ e procure uma que trabalhe com abertura de firmas. E boa sorte!

  35. Juliano,

    É sensato ter algum dinheiro para abrir empresa. De fato, deve ser feito um planejamento e isto te permitirá saber quanto você vai precisar para abrir um negócio.

    A maioria só tem dinheiro para compra das mercadorias e o valor inicial do estabelecimento (físico ou online). Esquecem de deixar dinheiro para publicidade e outras despesas. Despesas de abertura deve ser um dos fatores a serem incorporados no planejamento.

    Quanto a você manter uma loja e ter um emprego ao mesmo tempo, não há problema nenhum. Na realidade, estima-se que 95% dos lojistas virtuais da comunidade estão neste caso.

    Não é contra a lei mas há muitas empresas que não permitem que o funcionário tenha outros negócios. Cheque a sua firma a respeito.

  36. Olá li o artigo e me ajudou muito parabens, agora minha duvida, já tenho tudo pronto para o tipo de comércio e setor automotivo e importação do mesmo( ceras, spray, etc…) porém qndo pergunto a pessoas q tem empresa ouço a mesma coisa procura um bom contador, dai entao e preciso uma quantia alta em $$ para abrir a empresa, posso trabalhar em fabrica e na minha empresa ate ter uma estabilidade e dedicar apenas ao meu negocio? Bom as duvidas são muitas mas essas são as maiores ate mais
    Abs.

  37. Paulo,

    O seu ramo não requer alguma licença a parte, pelo que sei. Venda de bebida alcoólica, por exemplo, requer. Consulte um contador para ter certeza.

    A primeira coisa a fazer é escolher abrir uma firma ou fazer individualmente, como delineado no artigo acima.

    Se optar por abrir uma firma, aconselho contratar um contador para tanto. Além de altamente burocrético (o que é o suficiente para espantar o japonês médio), requer um conhecimento de japonês escrito que o brasileiro típico não tem.

    Firma individual, por outro lado, não requer muita papelada. Na verdade é possivel começar sem dar entrada com papelada nenhuma. O unico benifício é dar entrada com o “formulário azul” (Ao Iro Shinkoku), que lhe dará algumas vantagens fiscais mas tem prazo para ser entregue.

    A dor de cabeça no caso de firma individual é a declaração de imposto de renda ao final do primeiro ano de atividade, que requererá conhecimentos de contabilidade e da legislação vigente.

  38. Pelo que sei existem 2 tipos: a falência propriamente dita e o kojin saisei (me escapa qual seria o termo correto em português).

    Na falência o sujeito perde todo o seu patrimônio e o que tem de valor, o pode incluir até mesmo carro e TV se não forem velhos. Isso é levado a força e ele não tem direito de escolher o que fica ou não. Mas em compensação a dívida é quitada completamente.

    O minji saisei é onde se propõe um plano de pagamento mensal de parte de sua dívida. A dívida é reduzida para que o sujeito possa “reconstruir” a sua vida, daí o “saisei” do termo. Neste caso ele tem controle de suas posses, se não me engano. O plano requer aprovação do juiz; se ele achar que o seu caso é irrecuperável ou o plano inviável ele pode ser recusado e aí o indivíduo irá para o processo de falência.

    Em ambos os casos o sujeito estará com o nome queimado e sem crédito na praça, o que significa que ele não poderá pagar nada à prestação ou com cartão de crédito.

    Não sou advogado e aconselho você a procurar um advogado para informações detalhadas e corretas.

  39. Para vir para cá, inicialmente você teria que ter alguma empresa daqui comprometida a empregar você ou seu marido, o que impossibilita de virem e começarem um negócio próprio imediatamente. Isso ocorreria após o desligamento desta empresa. A maioria dos lojistas estabelecidos hoje venho dessa maneira para cá.

    Estando fora do Brasil tanto tempo eu não sei como funcionam os celulares dai mas aqui não temos assistência técnica de celular. Talvez porque eles quebrem pouco comparados com os daí. Uso celular há 10 anos, troco a cada 2 anos e nunca precisei de assistência técnica.

    Como funciona se você precisa? A loja de vendas funciona como assistência técnica e alguém não especializado (geralmente a mocinha vendedora) é que faz o atendimento.

    Além do que a guarantia da operadora deixa de existir se o celular for alterado por alguém não autorizado, coisa levado a sério aqui.

  40. OLÁ, BOA TARDE.
    TENHO VONTADE DE IR PARA O JAPÃO, NÃO SOU JAPONESA, MEU MARIDO É YONSEI, TEMOS UMA ASSITENCIA TÉCNICA EM CAPINAS, NÃO AUTORIZADA DE APARELHOS CELULAR, BEM AQUI TEMOS MUITA CONCORRENCIA, GOSTARIA DE SABER SE ESSE TIPO DE NEGÓCIO É LEGAL NO JAPÃO, E COMO POSSO FAZER PARA ABRIR UMA ASSISTENCIA TÉCNICA NÃO AUTORIZADA LÁ, SE PRECISA DE ALGUM ALVARA OU ALGO DO TIPO,
    AGRADEÇO DESDE JÁ!

  41. Ola,minha tia esta querendo abrir uma lanchonete aqui no japao,porem ela ja tem o capital,eu sou bem leiga nesse assunto estou pesquisando para me atualizar,pois pretendo ajuda-la no q eu puder,gostaria de saber quais sao os primeiros passos q ela deve tomar,como si trata de um local onde si mexe com alimentos ela tirou uma licenca referente a Higiene do local,ela ja escolheu o lacal tbm,agora o q ela deve fazer????
    fico grata se puder me ajudar,onegai!!!

  42. Não.

    Pelo que sei, são diferentes dos de empresa especialmente na parte referente ao capital registrado.
    Ao contrário de empresas, NPOs não tem lucro como objetivo; ação social é o principal.
    Imagino, portanto, que os requisitos devam refletir isso.

    Como eu não sei, já que nunca abri ou acompanhei de perto uma abertura de NPO.

  43. Ola,
    Estava procurando pela “net” como abrir uma empresa no Nihon e achei este site, eu nao sou e nem tenho descendencia japonesa, ja estive por 2 anos no Nihon pq fui casado com uma sansei.
    Como penso em voltar e meu reentry vence em 09/2011 a única alternativa seria abir uma empresa e pelo que vi nao é tao complicado.
    Penso em abrir algo na área de alimentação, isso teria alguma restrição ? (comida/pizza/salgadinhos)
    Voce sabe (+ ou -) o custo que eu teria pra poder abrir essa firma?
    Seria simplesmente ir pro nihon alugar um “ponto” e por a ideia pra funcionar, e depois correr atras dos registros legais?
    Muito obrigado!
    Rubens Diniz

  44. Você pode abrir tanto como firma como individulamente. Nada impede de escolher uma ou outra. Isso a curto prazo. Na verdade a maioria absoluta das lojas de brasileiros que a gente vê por aí são empresas individuais empregando nome de fantasia.

    A longo prazo a estória é outra e a recomendação é pela firma. A sociedade hóspede (isto é, a japonesa) entende que firmas são empreendimentos de gente séria e não de paraquedistas e aventureiros.

    Um caso real que vi meses atrás é o de uma loja que tentou permitir pagamento por cartão de crédito mas foi barrado pelas empresas do setor por ser pessoa física.

    Em bancos também, o valor que se consegue de empréstimo é muito maior para firmas. Em caso de indivíduos há bancos que sequer emprestam.

    Além do que a abertura de uma firma permite separar o seu patrimônio pessoal do da firma.

    Em caso de falência ou algum disastre, o dano se restringe a firma, não atingindo o seu patrimônio pessoal. Daí o “limitada” que a gente vê em nome de firma (“companhia limitada”).

    Já ouviu falar daqueles casos em que o dono continuou rico mesmo depois da firma ter sido fechada? Isso não é possível em caso de firma individual.

  45. oi eu quero abrir uma academia de musculacao aqui no japao , nw tenho diploma nem curso especializado, gostaria de saber se eh melhor abrir firma registrada ou individual? e sobre contratacao de personal trainer ou professor de educacao fisica. enfim por onde posso iniciar. se possivel me orientar obrigado.

  46. Faz quase 10 anos que abri a minha e não me lembro mais. Vá ao posto do Ministério da Justica (Homu Kyoku) que cobre o endereço da sua firma (que será o de sua casa se você trabalhar em casa). De qualquer maneira, será preciso ir lá antes de começar o processo porque todos os formulários requeridos estão lá.

    Lembro que terá que ser checado se o nome da firma já existe dentro da área (pode existir em outras mas não na sua); escrever sobre a composição da sua firma (teikan) do qual o principal é a descrição das atividades de sua firma.

    Mesmo os japoneses preferem pedir para contadores abrirem dado a complicação, burocracia e conhecimento especializado envolvidos.

  47. Depende de como você define “empresa individual”. Para o japonês, isso significa firma jurídica de 1 pessoa só; acho que você se refere a pessoa física trabalhando por conta própria.

    Neste caso não é necessário. Mas se você quiser ter algumas vantagens fiscais, deve registrar-se para ter direito ao “Ao Iro Shinkoku” (“declaração azul”).

    Pessoa jurídica invarialmente requer registro.

  48. Nao sei se eu entendi bem. Quer dizer que no caso eu decidir abrir uma empresa induvidual, eu nao tenho que registrar nem informar a nenhum orgao publico? Eh so eu abrir e pronto?

  49. A sua questão é interessante e pertinente.

    Há diferentes impostos aplicados de maneiras diferentes. No seu caso, o único imposto que você paga seria o shohizei de 5% e ele já vem embutido no preço.

    Você paga independente de usar o produto para consumo próprio ou revenda. Na revenda você teria que cobrar 5% também. No final do ano fiscal você paga ou abate a diferença entre os 5% do comprado e do vendido.

    Não há essa de ter que pagar imposto por algo importado; isso foi pago pela importadora e o preço dela inclue uma margem suficiente para cobrir o valor do imposto.

    Não sou especialista da área; consulte um contador sobre uma opinião mais precisa e profissional.

  50. esqueci de dizer o site é daqui do japao mesmo , e eu no caso iria revender dentro do japão mesmo, eu sei que para enviar a outro pais tem aqueless valores referindo a impostos,alfandega e etc. Mas no meu caso iria comprar aqui e revender aqui no Japao…
    Se por exemplo a loja comprou o produto da fabrica pagou o imposto(no caso o produto vem de outro país),eu compro da loja e revendo…eu teria que pagar imposto novamente.?
    obrigado

    Mari

  51. Oi estou com uma duvida, estou no japao e tem um site que eu faço compras pela internet, estou pensando em comprar produtos dessa loja on-line e revender …gostaria de saber se tem algum problema, se pode dar algum problema pra mim em relação a impostos…
    obrigada!
    mari

  52. Não faço idéia.
    O melhor seria perguntar a um contador.

    Se não houver na sua região, pergunte para um despachante para te apresentar.
    Pode ser que o próprio despachante faça esse tipo de serviço.

  53. Eu vim prá cá já com entrevista marcada e sem guarantia nenhuma, mas decidido a me estabelecer por aqui. Morei 3 meses em hotel até receber uma proposta formal…..Mas isso é outra estória.

    A carência maior é na área de Informática. É por esse motivo que se vê um monte de indianos (pessoal da Índia) nas ruas do Japão. Lembro de anos atrás ter feito uma reunião no setor de Desenvolvimento de Software da Citibank em Kawasaki. 90%, incluindo o vice-presidente do setor, eram indianos.

    Devem haver outros setores de carência mas não tenho essa informação.

  54. Ola Amigo!
    Obrigado pela explicação, é meio complicado, mais voce tava indo sempre ao Japão e fazendo entrevidas?
    dai eles patrocinaram seu visto?
    e uma ultima pergunta voce esta sabendo mais ou menos em que areas se estao precisando de pessoas?
    obrigado!

  55. É uma boa questão e não tenho a resposta na ponta da língua.
    Baseio a minha opinião na minha experiência de pequeno empresário.

    Particularmente não acredito que compra de ações de empresa funcione.

    A idéia por trás da coisa da empresa patrocinar o visto do próprio dono é que a empresa ajuda a economia gerando empregos, produtos e serviços. O dono, portanto, é útil a sociedade japonesa, motivo pelo qual o visto é permitido.

    Isso não ocorre no caso de compras de ações.

    Uma outra saída é você ser convidado por alguma empresa japonesa pra trabalhar alguma profissão em que haja deficiência de mão de obra. Foi o que ocorreu comigo.

    Mas tenha certeza que nenhuma empresa vai contratar sem nunca ter contato face a face com o candidato. Você teria que vir pra cá pra fazer entrevistas. É um jogo arriscado e com poucas chances de sucesso.

    Como exemplo, aqui vai um site de gente de fora tentando arranjar emprego aqui no Japão: http://jobsinjapan.com/?loc=CA_IT_Technology#overseas.

  56. Amigo espero que me ajude!
    Sabe eu estou aprendendo japones, mais a minha intenção é ir morar ai no Japão.
    Entao acho que voce pode me tirar algumas duvidas, isso claro se voce estiver disposto a me ajudar.
    Se estiver la vai a pergunta:
    Todos sabem que para se entrar no Japão so existem dois jeito sendo descendentes ou casando com uma, mais estive procurando outro jeito “legal” logicamente ne! E vi que se eu tipo que abrir uma empresa ai com um patrocinador que queria me responsabilizar para mim ficar, dai eles me legalizam para mim morar, ou mais ou menos assim.
    Eu li algo assim nesse site. o no caso se eu compra-se ações em alguma empresa a mesma podera me patrocinar a morar no Japão?

    Onegai Shimasu! Yoroshiku onegaishimsu

  57. Basicamente o que artigo diz é que se você criar uma empresa, ela e você são duas entidades distintas, enquanto que em caso de empresa individual não existe uma separação nítida do que eu é seu (particular) ou do seu serviço.

    Quais as implicações?

    No caso de empresa individual, em caso de litígio o Fisco (e não o empresário) é quem acaba decidindo o que é seu ou do negócio. De modo geral, o empresário acaba prejudicado com isso. Outro, mencionado no artigo, é que a “responsabilidade é limitada”. Em outras palavras, caso você seja processado por danos causados a seus clientes ou compradores, no caso de empresa a responsabilidade pelos danos se limitam à empresa. Como ela possui uma existência independente, o dono (e suas propriedades) não são atingidos por isso. Em caso de empresa individual, é possivel que o empresário tenha que vender seus bens (carro, casa, investimentos) pra pagar os danos.

    Mas note que artigo usa a palavra “supostamente” (a responsabilidade é limitada). Isso porque, em caso de empréstimos, em 99% dos casos, o dono é o fiador. Se a empresa falir ou não tiver capacidade de pagar o empréstimo, o dono tem que pagar do seu patrimônio particular. Daí a idéia de que a noção, refletida no artigo, muito comum entre contadores e advogados no Japão de que responsabilidade limitada, em caso de pequenas empresas, é ilusória.

    Ao contrário do empresário individual, o dono de empresa não tem acesso livre ao dinheiro ou lucro da empresa. O único mecanismo é o salário. Muito longe do que o povo imagina, o salário do dono da empresa é muito mais vigiado do que o do empregado comum. Enquanto este pode receber “bonus” semestrais ou anuais e pode ter salário aumentado mais do que uma vez por ano, o dono de empresa não tem esses previlégios.

    O salário é geralmente definido uma vez por ano e, independente da empresa lucrar ou ter prejuízo durante o ano, o salário tem que permanecer o mesmo. Mudanças ou pagamento extras como bonus são vistos como manipulação de lucro, o que é passível de penalidade.

    Bem, pode você perguntar, qual a vantagem financeira que leva dono de empresa então? Salários bem maiores que o típico empregado (embora o imposto seja pesadíssimo) e mordomias da empresa que estamos acostumados a ver. Como o Mercedes Benz que o dono usa particularmente mas pago pela empresa. Ou a viagem que faz ao Brasil duas vezes por ano “a negócios” e pago pela empresa.

    A “mudanca de pessoal” do artigo não está bem explicada. Não é sobre o office boy. São sobre os diretores e presidente da empresa. A legislação requer um certo número de diretores e auditores. Esses têm que ter seu nome no registro da empresa. A entrada ou saída de um requer atualização do registro.

    Outro fato mencionado no artigo é a possibilidade da sua própria empresa patrocinar o seu visto. Isso é bem conhecido nos circulos estrangeiros em Tokyo mas poucos brasileiros conhecem essa estratégia.

    Por último, o problema de imagem, que o brasileiro típico da comunidade tem problema de entender. Recebo constatemente perguntas de brasileiros porque ele deveria se incorporar (nunca ouvi japonês ou americano perguntar isso). Há muita firma conhecida e grande da comunidade que é empresa individual embora não divulguem isso.

    Há várias maneiras de responder essa questão. A melhor ao meu ver, é a noção de que alguém que se dá ao trabalho de registar (e gastar dinheiro com isso) é alguem sério e confiante no seu servico. Uma empresa corporativa seria, seguindo esta lógica, mais confiável.

    Bem, mas se eu vendo pra brasileiros, se o meu mundo é brasileiro, o que isso tem que ver comigo? Independente de você acreditar ou não nisso, a sociedade hóspede (Japão) acredita nisso. Se a sua empresa cresceu (o que todo empresário quer) ou precisa de empréstimos para crescer, você terá que ir a bancos japoneses (bancos brasileiros no Japão não são bancos comercias e não fazem empréstimos dessa natureza). O empréstimo que uma empresa consegue é muito maior do que um individual conseguiria.

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