Ranking de Lojas Virtuais Japonesas por Volume de Vendas


A relação abaixo foi publicada pela revista Business Chance em Maio/2009. Dos 450 sites publicados pela revista, publicamos os 18 primeiros.

A campeã é a Amazon Japan. Sim, a mesma Amazon de que muitos dos nossos leitores usam quando compram livros em inglês. Hoje ela vende de tudo mas firmou imagem como livraria virtual.

A irmã japonesa dela não só é líder mas como é a líder disparada, vendendo 4 vezes mais do que a segunda colocada, Belle Maison. É também a única estrangeira da lista (a Seven Eleven japonesa usa a marca da americana mas a empresa é japonesa).

A Amazon japonesa é objeto de vários case studies sobre a logística japonesa; introduziu conceitos e práticas até então desconhecidas do setor varejista japonês. Mostra também que os alunos japoneses estão ainda longe de superarem os mestres americanos na área de e-commerce (e Web em geral) mesmo em casa.

A piada que corre entre a comunidade estrangeira em Tokyo é que os japoneses nunca teriam sido capazes de inventar a Web porque eles desligam servidor ao ir pra casa. Observação corretíssima. Isso ainda hoje ocorre com ATMs de banco, que não funcionam durante a madrugada.

As empresas de venda por catálogo capitalizaram bem a oportunidade que a Web lhes trouxe e 5 delas (Belle Maison, Nissen, Felissimo, Dinos, Cecile) fazem parte do ranking. Uma extensão natural. É prática comum ter ofertas disponíveis somente para que compra no site, o que aumenta o lucro da empresa, já que a Web não requer requer operadores, como no caso de pedido por telefone, fax ou correio.

Já as convenience stores têm um modelo diferente. A idéia aí não é extender a comodidade das lojas físicas à Internet (que é nenhuma se comparada com outros sites de e-commerce). A idéia é usar o reconhecimento que a marca tem. A única vantagem proeminente é que se o consumidor estiver disposto a ir pegar a mercadoria na loja mais perto de sua casa, o frete sai de graça. Mas há outros sites que oferecem frete gratuito mesmo entregando em casa.

O ranking também confirma que no setor de PCs, eletrodomésticos e eletrônicos a Yodobashi Camera é a lider, apesar de pouco conhecida fora da região de Kanto (Tokyo e proximidades). É o peso que a economia de Kanto tem na nacional que determina o ranking. Similar ao efeito do estado de São Paulo na economia brasileira (cerca de 60%).

No setor de cosméticos é a DHC, uma empresa jovem (comparada a outros nomes mais tradicionais) e agressiva em termos de marketing.

Uma surpresa é a Daizu Kibun, que a contrário das outras tem um nicho bem específico, que é o de produtos dietéticos à base de soja. Vende um produto quentíssimo no mercado de hoje, que os são os biscoitos dietéticos. A pessoa supostamente emagrece comendo os biscoitos. Acredite se quiser….. Para se ter uma idéia do sucesso, ela vende mais que a Uniqlo pela Internet.

Ranking dos sites japoneses mais populares por vendas

No.

Site

Ramo

Vendas
(bilhões yens)

Crescimento

1

Amazon Japan Livros, DVDs, eletrônicos

250,00

56,2%

2

Belle Maison Vendas por catálogo

66,25

18,9%

3

Famina (Family Mart) Convenience Store

57,77

3,7%

4

Nissen Vendas por catálogo

47,80

17,2%

5

Seven Dream (Seven Eleven) Convenience Store

40,10

38,2%

6

Pal System Cooperativa de consumidores

38,80

17,5%

7

Yodobashi Camera Eletrônicos/eletrodomésticos

32,35

7,1%

8

DHC Cosméticos

30,67

22,3

9

EC Current Eletrônicos/eletrodomésticos

26,46

26,4%

10

Japanet Takata Eletrônicos/eletrodomésticos

23,22

38,4%

11

Felissimo Vendas por catálogo

21,80

12

Dinos Vendas por catálogo

20,59

15,4%

13

Epson Direct Computadores

20,00

14

Cecile Vendas por catálogo

19,70

19,4%

15

Index Holdings Conteúdo para celulares

18,86

15,2%

16

Daizu Kibun Saúde alimentar

15,77

45,1%

17

Orbis Cosméticos

14,45

21,0%

18

Uniqlo Roupas

14,38

14,5%

A tabela completa com 450 sites assim como matérias relacionadas podem ser encontradas na revista Business Chance (em japonês) da edição de Maio/2009. Para obtê-la, vá até a livraria mais próxima e encomende ou compre online no link acima. Ou veja se a sua biblioteca local assina a revista.

Por Roberto Tongu.
Publicado em 07/Jun/2009.


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